Ela o esperava sentada em uma das cadeiras da sala
de jantar, e suas mãos acariciavam delicadamente os seios expostos por um corselete
preto cheio de minúsculas rosas de cetim vermelho. Três espelhos enormes haviam
sido arranjados atrás dela, como um caleidoscópio erótico no qual sua imagem
sexy se desdobrava ao infinito.
Com os quadris voltados para frente e para cima e
as pernas afastadas, ela cavalgava a cadeira, brindando-o com uma visão mais do
que provocante. Uma tira de tecido escondia sua bucetinha, mas sua atenção foi
atraída pela fileira de rosas vermelhas pressionadas de maneira sugestiva,
contra a carne úmida e brilhante de Isabella.
Com o sorriso mais malicioso que ele já vira
estampado em seu rosto, Isabella levou o dedo médio á boca e chupo-o com os
lábios pintados de vermelhos. Ela o mantinha hipnotizado com seu olhar, e
depois de alguns segundos removeu o dedo da boca, deslizando-o pelo corpo com
lentidão agonizante até acariciar a fina linha de rosas vermelhas.
Alexandre não conseguia se mover. Inferno, não conseguia
nem respirar. Estava parado na porta, paralisado, enquanto Isabella apertava os
biquinhos com uma das mãos e girava os quadris lentamente, movendo-os para
frente e para trás enquanto se acariciava de maneira provocante, oferecendo um
espetáculo memorável.
- Tem ideia de como senti sua falta? - A voz dela
era um murmúrio rouco. Sorrindo, ela olhou para a própria mão entre as pernas.
- Posso lhe mostrar...
As unhas vermelhas passeavam sem pressa por toda a
extensão daquela região tão sensível, e Alexandre começava a sentir certo medo
de perder o juízo.
- Humm... - ela murmurou, fechando os olhos por um
instante. - Tão quente...
Não suportaria nem mais um minuto se tocá-la.
- Esta é uma festa particular?
- Para você há sempre lugar... dentro de mim.
Ele atravessou o quarto em dois passos. Ainda
totalmente vestido, segurou a mão dela e levo-a á boca, saboreando sua essência.
Ela o encarou com uma mistura inebriante de ousadia
e desejo, enquanto, com a outra mão, tocava-o sem reservas, abrindo sua calça
com um movimento brusco, tirou para fora seu pau duro, e rígido. Abriu a boca
para chupá-lo, passava a língua por todo ele, enquanto sua mão ia subindo e
descendo, dando leves mordidas.
Uma onda de calor percorreu o corpo de Alexandre,
fazendo o sangue ferver em suas veias. Ela o conduziu para um território de
luxúria quase animal usando apenas os lábios e a língua. A urgência o consumia,
e ele se afastou antes de ser levado longe de mais. Sem nenhuma delicadeza,
segurou-a pelos ombros e a colocou de pé, virando-a para acariciar seus peitos
e senti-la em seu corpo.
Isabella gemia e se contorcia, empurrando seu corpo
contra o dele, era tão ousada, estava o levando à loucura. Precisava possui-la
ou perderia a razão.
Alexandre afastou os longos cabelos pretos que
cobriam suas costas e beijou sua nuca. Depois lambeu a pele macia, deslizando
os lábios úmidos por suas costas até alcançar a linha do corselete. De joelhos,
continuou beijando a pele, lambendo, mordendo.
Isabella gemia enquanto sua língua passeava por
todo seu corpo...
Alexandre continuou, lhe dando prazer com a língua,
acariciando até as partes mais intimas do seu corpo. E sabia o que significava
aquele tremor em suas pernas, mas não a deixaria escapar com um alivio rápido.
Não, essa noite, faria com que ela trabalhasse duro e implorasse pela satisfação
que só poderia encontrar na união de seus corpos.
Antes de Isabella atingir o orgasmo, ele se
levantou, ignorando seus protestos. Ela ainda reclamava quando, tomado pelo
ardente desejo, ele a penetrou sem nenhuma dificuldade, os olhos fixos no
espelho. Penetrá-la naquela posição implicava em tê-la ainda mais profundamente
que antes. A sensação era simplesmente paradisíaca.
Tentando prolongar o prazer ele reduziu o ritmo e a
velocidade dos próprios movimentos, segurando-a pela cintura para fazer o
mesmo. Isabella gemia e gritava, seus dedos agarravam o encosto da cadeira como
se ela fosse cair. As pernas já não podiam sustentá-la. Ela abaixou a cabeça,
mas Alexandre queria que ela visse o que podiam fazer juntos. Por isso agarrou
um punhado de cabelos negros e puxou-os, obrigando-a a levantar a cabeça e
encara-lo através do espelho.
- Veja - ele ordenou com voz rouca. - Quero que
veja como faço amor com você.
Havia fogo em seus olhos, e os lábios entreabertos
insinuavam uma fome voraz. Estava indo a loucura por essa mulher, não sabia
explicar isso, era um sentimento muito forte. Continuou metendo forte, quando
percebeu que não aquentaria mais, ele parou, pegou-a no colo, a deitou na cama
e disse.
- Esta é uma noite dedicada ao prazer... você quer
sentir prazer?
- Oh sim...
Ele a beijou na orelha e abriu os ganchos que
mantinham preso o corselete, ajudando-a a despi-lo.
- Talvez não saiba, mas uma mulher pode imitar a
ejaculação masculina, se experimentar um orgasmo prolongado. Sabia disso?
Lera alguma coisa a respeito, mas considerava a
informação mais como uma lenda do que um dado real. De qualquer maneira, se
havia no mundo um homem capaz de dar este tipo de prazer pleno e envolvente,
esse homem era Alexandre. E era a mulher que poderia por a prova tal teoria.
- Ela tem que percorrer os sete patamares do orgasmo-
Alexandre contava em voz baixa e rouca, adotando um tom quase hipnótico.
Ele a fez sentar-se na beirada da cama, depois se
abaixou diante dela para remover seus sapatos. Isabella apenas o observava,
fascinada com o que via
- Cada patamar escalado é mais forte e mais
poderoso que o anterior- ele prometeu. Sem pressa, levou as mãos ao topo das
meias finas, depois as enrolou uma da cada vez, beijando a porção de pele
exposta pelo movimento. - Só então você terá um orgasmo intenso o bastante para
provocar uma ejaculação.
Isabella sentia o corpo se preparando para o
momento de prazer intenso.
Ele levantou a cabeça e encarou-a com firmeza.
- Mas, antes de penetrá-la e cavalgá-la pelo que os
antigos chamavam de caminho do pecado, há um presente muito especial que vai
ter de me dar. Afinal, tudo tem seu preço.
Jade
E-mail: jadeevoce@hotmail.com
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